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Como resgatar bitcoins Encontrados ?

Achar a chave é metade do trabalho. A outra metade é receber o prêmio sem que ele seja levado por outra pessoa no caminho.

O problema é o seguinte: no momento em que você assina e transmite a transação, ela publica a chave pública daquele endereço. E a chave de um desafio está num intervalo conhecido — a da carteira 66 está entre 2^65 e 2^66. Com a chave pública exposta e o intervalo conhecido, um ataque de kangaroo recupera a chave privada em pouco tempo, e existem robôs que vigiam esses endereços justamente esperando isso.

Enquanto a sua transação está no mempool, sem confirmação, quem recuperar a chave pode transmitir outra transação gastando as mesmas moedas com uma taxa muito maior. A dele confirma primeiro. É assim que se perde um prêmio que já estava na mão.

Por isso a transação não pode ficar esperando no mempool público: ela precisa ir direto para um minerador, fora do mempool, e aparecer já dentro de um bloco. O vídeo mostra o caminho completo, passo a passo.

Como converter private key de hexadecimal para WIF

Uma chave privada é só um número de 256 bits, normalmente escrito como 64 caracteres hexadecimais. Nenhuma carteira importa esse número cru: elas esperam o formato WIF, que é o mesmo número reescrito com uma casca em volta.

A conversão é sempre a mesma: coloca-se um byte 0x80 na frente para dizer que é mainnet, acrescenta-se um byte 0x01 no fim se o endereço usa chave pública comprimida, calcula-se SHA-256 duas vezes sobre isso, e os quatro primeiros bytes do resultado entram no fim como verificação. O conjunto é codificado em Base58, e é isso que a carteira aceita.

O byte de comprimido não é detalhe: a mesma chave privada gera dois endereços diferentes, um comprimido e um não comprimido. Se o WIF sair na forma errada, a carteira importa sem reclamar e mostra saldo zero — a chave está certa, o endereço é que é outro.

Faça isso offline. O btc-wif, na página Códigos e programas, gera o WIF a partir do hexadecimal sem enviar nada para lugar nenhum. Uma chave privada colada em um site é uma chave privada entregue.

Como buscar bitcoins no celular?

Com o Cacatoid, o aplicativo Android da plataforma. Ele roda a busca pela chave privada de um desafio no processador do próprio celular, e é gratuito na Google Play.

Nenhum servidor participa da busca. O aplicativo não pede a permissão de internet — ele é tecnicamente incapaz de enviar ou receber dados, então nem a chave encontrada sai do aparelho. Não há cadastro, login, análise de uso nem anúncios, e o progresso fica no armazenamento interno do aplicativo.

As três permissões que ele pede são notificações, serviço em primeiro plano e manter o aparelho ativo — nenhuma delas dá acesso à rede. Juntas, elas servem para a busca continuar com o aplicativo fora da tela e informar o andamento em uma notificação.

Um celular testa muito menos chaves por segundo que uma placa de vídeo. Ele não é o caminho mais rápido até um prêmio, é o mais fácil de começar: instala e roda.

Qual o código mais fácil para quem está começando?

Depende de onde você quer rodar, e há um caminho recomendado para cada caso.

Para ver a busca funcionando sem instalar nada, comece pelo btc-webassembly: é a busca compilada de Rust para WebAssembly, rodando dentro da aba do navegador. No celular, o Cacatoid faz o mesmo no processador do próprio aparelho e está na Google Play.

Para entender o algoritmo, o ponto de partida é o btc-finder. É o código original em Node.js, escrito justamente para mostrar como a busca funciona por dentro. Depois dele, o btcgo é o degrau seguinte: você escolhe a carteira de 1 a 160, ele carrega o intervalo e testa as chaves até bater com o endereço.

Deixe a GPU para o fim. Os códigos em CUDA são muito mais rápidos, mas exigem uma placa NVIDIA e um ambiente montado — e não é neles que se aprende o que está acontecendo. Todos os repositórios estão na página Códigos e programas, agrupados pelo que executa a busca.